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Nossa
colunista:
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PATRÍCIA
M. SOUSA COELHO
Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngüe,
pós-graduada
em Pedagogia Empresarial, atuando como Profissional de Secretariado
a quase 08 anos. |

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Como está a sua "carroça"?
"Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
Estou ouvindo um barulho de carroça.
Isso mesmo - disse meu pai - é uma carroça vazia.
Perguntei ao meu pai:
Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
Ora - respondeu meu pai - É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: "Quanto mais
vazia a carroça, mais barulho ela faz..."
A sua carroça está vazia ou cheia? Permite-lhe refletir neste texto e analisar qual é a sua posição frente aos outros. Será que todo a seu questionamento constante, o modo de tratar o próximo não está sendo apenas um reflexo de como está o seu "eu" interior? Será que o que está faltando é a sua própria retrospecção e se esvaziar de todo ego e se encher de coisas boas que possam ser compartilhadas com o próximo?
Antes de esbravejar, xingar, se sentir dono da razão, lembre-se que a EMPATIA faz parte da motivação. Você se colocar no lugar do outro poderá, com mais clareza, sentir e perceber onde estão os seus próprios erros. Pare um momento de sua vida e dedique em ouvir o seu próprio barulho.
Um grande abraço,
Patrícia Coelho.
Frase do mês: Todas as misérias verdadeiras são interiores e causadas por nós mesmos. Erradamente julgamos que elas vêm de fora, mas nós é que as formamos dentro de nós, com a nossa própria substância. (Jacques Anatole France, poeta e romancista francês)
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