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Nossa
colunista:
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PATRÍCIA
M. SOUSA COELHO
Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngüe,
pós-graduada em Pedagogia Empresarial, atuando como Profissional de
Secretariado a quase 08 anos. |

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"Aparente" conforto
"Um Mestre passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma visita.
Durante o percurso, falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar. Sem calçamento, a casa de madeira. Os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então aproximou-se do pai daquela família, e perguntou: "Neste lugar não há sinais de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?"
E o homem, calmamente, respondeu: - Meu amigo, nós temos uma vaquinha que dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e com a outra parte, produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo, e assim, vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e partiu. No meio do caminho, voltou-se ao discípulo e ordenou secamente: - Pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou ao mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas diante do silêncio absoluto do Mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e viu-a morrer.
Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante anos. Até que um dia ele resolveu abandonar tudo e voltar àquele mesmo lugar e contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-los.
Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, carro na garagem, crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, apertou o passo e, chegando lá, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. A resposta foi: "Continuam morando aqui." Espantado, entrou correndo na casa e viu que era a mesma família que visitara antes com o Mestre. Elogiou o local e perguntou ao homem (o dono da vaquinha): "Como o senhor melhorou este sítio e mudou tanto a sua vida???"
E o homem, entusiasmado, respondeu: "Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora ..."
Muitas vezes permanecemos em nossa zona de conforto e não descobrimos o nosso próprio potencial, permanecendo no lugar comum. Estamos bem da forma em que trabalhamos, gostamos da equipe, do chefe, do salário. Porém, sentimos necessidade de buscarmos novos caminhos, ainda que isso seja implícito. Talvez o que espera por você é muito maior do que você tem hoje.
Quantas pessoas conhecemos que trabalham anos em uma única cia, já estão com uma vida equilibrada (Verificar abordagem do mês passado), em uma zona de aparente conforto e de repente muda a estrutura desta empresa e ela é demitida. E agora? O que fazer? A pessoa precisa correr atrás, buscar uma recolocação, um outro trabalho. Eu mesma já fui demitida em uma das empresas que trabalhei e me senti como um peixe fora do aquário. Jamais imaginaria que este fato iria acontecer comigo. Custei me acostumar, com o ritmo da outra empresa, com a cultura, com o trabalho, com os colegas. Mas foi necessário determinação e coragem para prosseguir. Eu precisava disso. Hoje, eu não quero que isso aconteça, claro, mas já estou bem mais preparada, até mesmo psicologicamente. Já estou me adaptando às mudanças de minha profissão, do mercado…
E, a hora é agora. Reestruture a sua vida profissional. Não espere que algo lhe aconteça para mudar a sua vida. Não espere a sua vaquinha ser empurrada, pois no mundo complexo em que estamos vivendo, pode não ser tão simples assim. O mercado de trabalho exige pessoas preparadas e capazes. Comece agora a vislumbrar outros horizontes, outros desafios.
No livro "Quem mexeu no meu queijo" fala exatamente sobre isso. A importância em buscar novos caminhos e não achar que o nosso local de "aparente" conforto vai durar para sempre. Não se deve cruzar os braços, mesmo sem perceber a mudança, ela aos poucos vai ocorrendo e aí poderá lhe pegar de surpresa. O importante é começar a observar o que acontece ao redor e agir imediatamente contra os obstáculos. Lembrando que o maior deles está dentro de você mesmo (Recordando o texto do mês de maio - Quebrando as Barreiras) e que nada melhorará se você não quiser. É importante saber do que é preciso abrir mão e o que é necessário para seguir em frente.
Viva o dia de hoje, valorize o que você tem, busque a sua satisfação pessoal, porém, sempre de olho em outros objetivos e conquistas.
Um grande abraço,
E espero vocês no próximo mês,
Até lá.
Frase do mês: "Se você se basta, corre o risco de não fazer falta" - Layr Malta
Livro/ Revista do Mês: Encontro ou Conflito? - Layr Malta
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