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ETIQUETA AO TELEFONE
(por Maria do Carmo Lima*)
Você já ligou para alguém e sentiu-se cansada,
desmotivada só de ouvir o tom de voz do outro. Não que a conversa
fosse propriamente chata. Mas, realmente, o tom de voz, a falta de
entonação não eram adequados. Outra situação, já ligou para uma
empresa e teve a sensação de que a recepcionista queria fazer
qualquer outra coisa, menos atender ao telefone? Alguém que parece
estar ali "amarrada", sendo forçada a atender (logo quem) o cliente.
Dá vontade de pedir desculpas e desligar rapidinho, não é mesmo?
Por isso, para evitar este comportamento, é necessário sabermos
utilizar as regras da etiqueta ao telefone. Assim como nas mais
diversas situações, precisamos ser simpáticos, claros e demonstrar
ânimo naquilo que fazemos Não importa se é a primeira ligação das 8h
da manhã ou a última do dia, as 20h. Tenha ênfase em sua fala, seja
cordial, gentil, empático. Procure compreender o problema alheio.
Seja empático: Coloque-se no lugar do cliente. Para isso você
precisa imaginar quão sério e significativo é a reivindicação do
outro. Imagine que você é um atendente de um Pronto Socorro Infantil
do Big Bom Plano de Saúde. Uma mãe desesperada, chorando entra na
sala com o filho com 38,5 de febre. Bom, isso não é uma febre muita
alta, você pensa. Então, vira-se para a mãe e diz: Senhora, isso não
é nada (com o ar mais natural do mundo). Vou preencher sua filha e
em 15 minutos o médico a atenderá. Imagine a aflição dessa mãe, que
pode ser "marinheira de primeira viagem", pode ter feito tratamento
para engravidar o que agrava seu medo. Ela pode não ter a menor
idéia do quanto é considerado “normal” para uma febre. Mas sabe que
ama seu filho.
Talvez, se você mudar um pouco a forma de falar...: "-Senhora, o
médico vai atender seu filho em poucos minutos. Procure ficar calma
porque esta temperatura indica apenas uma febrícula. Nós estamos
aqui para ajudá-la. Não se preocupe". Você vai perceber que o
retorno positivo virá naturalmente.
Por outro lado, para nos comunicarmos com precisão é fundamental
sermos bons ouvintes. Nada mais chato que ser interrompida a cada
vírgula. Concentre-se no que o outro diz! Demonstre que sua atenção
está completamente voltada para atendê-lo(a). Não se permita
divagar. Use seu felling para perceber o que está nas entrelinhas.
E, ao interromper o outro inadvertidamente volte atrás e desculpe-se
da falta de cortesia.
E quando somos atendidas por alguém com Síndrome de Odontopediatra?
Imagine a cena: "Meu anjinho, abre a boquinha, para eu ver o
dentinho. Obrigadinha. Aqui uma revistinha. É uma lembrancinha para
você que foi lindinha. " Nossa! Tudo bem, quando temos entre 2 e 3
anos, pode até ser legal. Mas, vamos combinar que passando dos 15
anos, ao sermos atendidas por: “Queridinha, amorzinho, meu bem”, nos
sentiremos fora de contexto. A menos que seja um gato tipo Brad Pitt
ou Rechard Gere (para as que passaram ligeiramente dos 30).
Neste caso, prevalece a regra da cortesia e entusiasmo. Atenda ao
telefone seguindo a regra básica, mas que não falha: Diga o nome da
Empresa, Seu nome e Cumprimente ao interlocutor. Fale pausadamente
para ser entendida na primeira. Evite o: Quem? De onde? Lembre-se de
tratar cada telefonema como único, especial, vip, super!.
* Maria do Carmo Ferreira Lima - Bacharel
em Secretariado Executivo Bilíngüe pela Universidade Anhembi Morumbi
e Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade de
Santo Amaro – UNISA. Atuou por mais de 6 anos como Secretária de
Presidência e Diretoria. Lecionou no Curso de Secretariado da
Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC/SP e na Unicastelo. É
articulista para alguns sites, como o www.rh.com.br. É consultora de
cursos para Secretárias, entre eles: Etiqueta Empresarial, Etiqueta
à mesa, Marketing Pessoal, Rotinas Secretariais.
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