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CONVERSAR, CONVIVER E SE APRESENTAR
(por Maria Aparecida A. Araújo)
Sociabilidade, habilidade em construir sólidos
relacionamentos, simpatia e vasto círculo de amigos e conhecidos
podem ser itens decisivos na carreira de um profissional.
A convivência exige de nós certas habilidades, que só vêm com o
exercício cotidiano. Portanto, inicie uma caminhada em busca do
objetivo de fazer amizade e se tornar agradável às pessoas com quem
tiver chance de se relacionar.
Estudiosos do comportamento humano aferiram que 55% da primeira
impressão que causamos nas pessoas são baseados na aparência e na
linguagem corporal, 38% no tom de voz e apenas 7% no conteúdo do que
é dito. Se essa primeira impressão for positiva, a tendência será de
aceitação. Se for negativa, a porta tende a se fechar para o
relacionamento.
Ao se aproximar das pessoas, nunca se esqueça de caprichar no
magnetismo pessoal, iluminando seu rosto com um sorriso franco e
natural. Uma aparência bem-cuidada, emoldurada por um belo sorriso,
tem tudo para agradar logo no início do contato.
O seu modo de caminhar também é revelador. Postura curva e
desanimada, passos vacilantes, andar desengonçado não irão projetar
a imagem de alguém confiante e bem-sucedido. Acerte, então, o passo!
Coloque toda a sua energia positiva no ato de apertar a mão da outra
pessoa. Quem fica com a mão mole, só dá a ponta dos dedos ou tritura
os ossos do outro, demonstra desprezo, falta de personalidade,
fraqueza ou, no último caso, truculência e grosseria. Teste seu
aperto de mãos com seus parentes em casa e verifique se está
praticando com a firmeza necessária.
É muito importante dominar as regras de precedência no aperto de
mãos para não ferir suscetibilidades e quebrar a hierarquia. Cabe ao
superior estender a mão para o subordinado, a mulher ao homem, o
idoso ao mais jovem e o cliente ao profissional que o atende.
No momento em que for apresentado a alguém, não diga “Muito prazer”.
O correto é “Como vai Sr. Fulano” (pode-se retirar o Sr., se for o
caso). Ao final do encontro, podemos dizer: “Foi um prazer
conhecê-lo!”.
Apresentar as pessoas também exige certa dose de atenção. Dirija-se
sempre à pessoa mais importante, apresentando o menos importante na
ordem hierárquica ou de precedência. Saiba que, tratando-se dos
cargos mais elevados da empresa, apresenta-se a pessoa mencionando
primeiro o cargo, depois o nome e sobrenome dela. Quanto aos demais,
falamos primeiro o nome da pessoa, em seguida o seu cargo.
Nunca apresente ninguém enfatizando a expressão: “ex-presidente ou
ex-diretor”. Saiba também que a pessoa mais importante entre o
presidente de sua empresa e o cliente, será sempre o cliente.
Homens apresentam sua mulher dizendo: “Esta é Maria Teresa, minha
mulher” e mulheres apresentam seu marido dizendo: “Este é Roberto,
meu marido”. Quando nos referimos ao casal, dizemos “Lá está o
Roberto com sua esposa”.
Olhe sempre nos olhos das pessoas. Isso mostra o seu interesse no
que elas estão dizendo e conseqüentemente o seu apreço por elas.
Jamais fique de óculos escuros. Retire-os no primeiro momento. Não
fique de braços cruzados e tire a mão do bolso.
Atenção ao dar e receber cartões de visita. Não guarde sem ler, para
em seguida perguntar “Qual é mesmo o seu nome?”. Demonstre cuidado e
gentileza com os cartões que receber e nunca entregue um cartão sujo
ou amassado.
Desenvolva em você a arte de saber ouvir. Uma das maiores
autoridades em Comunicação de nossos tempos, Wendell Johnson,
ensina: “Ouvir bem apura sua sensibilidade, permitindo-lhe romper a
concha de isolamento criada pelo individualismo e participar das
experiências e emoções alheias”.
É raro encontrarmos um bom ouvinte, porque, para ouvir outra pessoa,
temos que admitir que o que temos a dizer é menos importante que
aquilo que ela nos diz. Saber ouvir é um atributo inerente aos
líderes e aos excelentes negociadores. Revele ser seguro de si
ouvindo, refletindo, e depois respondendo. Não interrompa as
pessoas, não eleve o seu tom de voz, nem se irrite com opiniões
contrárias. Fale sempre o nome da pessoa quando se dirigir a ela.
Exercite a empatia, procurando entender o que o outro fala, e também
como ele se sente. Incline seu corpo na direção do interlocutor.
Mantenha seu rosto expressivo, reagindo de acordo com o que está
sendo dito.
Candidatos a uma vaga no mercado de trabalho são chamados, com
freqüência, para participar de dinâmicas de grupo. Saiba que a
aptidão em ouvir, expressar-se verbalmente e defender suas idéias
com coerência e naturalidade também serão fundamentais para sua
performance.
Conhecer as formas corretas de tratamento também enriquece a arte da
conversação. Elas evitam constrangimentos e revelam traquejo por
parte de quem as domina. Chame sempre o cliente e os seus superiores
de senhor ou senhora, até que ele libere um tratamento mais
distenso. Faça o mesmo com os idosos.
Repercute mal conversar sobre assuntos que nem todos possam
entender. Da mesma forma, usar uma citação em idioma estrangeiro soa
pedante. Se você precisar abordar um assunto particular com alguém
do grupo, peça licença e explique aos demais de que se trata. Se
tiver que retomar um assunto iniciado, que foi interrompido com a
chegada de alguém, relate ao recém-chegado um resumo do que foi dito
anteriormente, colocando-o a par do assunto.
Fique atento para escolher assuntos que interessem aos ouvintes.
Cada grupo tem seus próprios interesses: mulheres, executivos,
jovens e idosos. Evite conversar sobre tragédias, coisas
desagradáveis, que geralmente abatem o ânimo e tiram a energia das
pessoas. Defesas inflamadas sobre temas ecológicos, políticos e
religiosos ou juízos preconceituosos só provocam polêmicas e podem
terminar mal. As piadas também são temas arriscados. Seu senso de
humor pode não combinar com o das outras pessoas.
Fonte: Seção "Etiqueta Empresarial" do Jornal "Carreira e
Sucesso" - 237ª Edição - Catho on line
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