Nunca,
como nos dias de hoje, foi tão importante estimularmos e exercitarmos o
nosso poder de sedução. Palavra encantadora que independente do Dia
dos Namorados, logo nos faz pensar em cenas românticas, dignas de
grandes conquistas amorosas. Embora o objetivo implícito seja o de
conquistar pessoas, na verdade é justo pensar que seduzir alguém é
antes de mais nada conquistar sua atenção e admiração. Para algumas
pessoas pode parecer fácil. Já para outras, não é tão simples
assim. Falta habilidade ou mesmo disposição e cuidado no trato com as
pessoas. No entanto, uma coisa é certa: nosso comportamento no momento
da apresentação e principalmente da abordagem, qualquer que seja o
tamanho da conquista, determina nosso sucesso ou fracasso.
Todos
nós sem exceção, somos sedutores/vendedores de plantão e devemos nos
comportar como tal. Sempre estamos a vender muito mais que apenas a
nossa imagem, na verdade, convencemos (seduzimos) "pelo conjunto da
obra", pelo trinômio: imagem, pensamentos e atitudes. Que devem
ser coerentes. Algo como aliar o discurso a pratica.
Quanto
melhor for a qualidade da nossa abordagem, maior será nosso poder de
persuasão. Como exemplo simples está a diferença entre chefes e líderes:
Os chefes, normalmente impõe o respeito e administram pelo medo. Já os
líderes conquistam o respeito e admiração dos colaboradores,
conseguindo dessa forma extrair o melhor de cada um deles. O que é isso
senão o pleno exercício da sedução e da persuasão?
A
vida moderna com toda a sua pressa e agitação nos fez ficar sensíveis
apenas a mensagens que de fato nos interessem. Ficamos cada vez mais sem
tempo para abordagens fracas e sem conteúdo. É só lembrar do rapaz em
um barzinho que chega até a garota e pergunta meio sem jeito: "Você
vem sempre aqui?" Esta Abordagem, dificilmente terá êxito, mesmo
que a curiosidade seja sincera.
Durante
24 horas do dia, somos bombardeados por mensagens que procuram nos
seduzir, nos conquistar. Pense no quanto o nível da publicidade
veiculada na mídia melhorou nos últimos anos. Por quê? Porque nós só
damos atenção aquilo que nos encanta, enfim nos convencer de que vale
a pena. A atenção (audiência) e o tempo da pessoa (ou grupo de
pessoas) que se pretende conquistar (seduzir) são preciosos e devem ser
tratados como tal.
Por
vezes os departamentos de marketing das empresas gastam horas em reuniões
com sua agência de publicidade discutindo estratégias de comunicação,
em busca da apresentação e abordagem que julgam mais adequada. Lançada
a campanha e após algum tempo constatado o fracasso nos resultados,
gasta-se mais um tempão para se chegar à conclusão de que o erro foi
o mais básico de todos: as decisões foram tomadas sem considerar o
ponto de vista daquele que é o mais importante: o cliente.
Pesquisas
de mercado e perfil do consumidor (imprescindíveis), podem até ditar
diretrizes, mas não são capazes de produzir ou revelar o melhor
discurso. Os dados não dão o toque mágico necessário ao apaixonante
exercício da sedução.
Devemos
desenvolver a percepção de que não basta dizer o que queremos dizer. É
fundamental procurarmos saber e entender o que as pessoas esperam de nós
ou de nossas empresas. O importante é o que elas querem ouvir e não
apenas o que temos a dizer. Devemos procurar focar o discurso no benefício
e não em nós mesmos ou em nosso produto/serviço.
Com
um pouco mais de atenção, conseguiremos "enxergar" as
necessidades e expectativas que motivam as pessoas a determinados
comportamentos. Ninguém ou nenhuma empresa pode querer conquistar alguém
sem antes procurar refletir e entender seu ponto de vista.
Nestes
dias, onde o romance está "no ar", se você ou sua empresa
quiserem conquistar alguém, talvez seja interessante que todos assistam
antes ao filme Don Juan de Marco. E se você já assistiu, então não
custa nada ver o filme de novo mas com outros olhos.... os olhos do Don
Juan...
Fonte: Site
Marketing Pessoal: www.marletingpessoal.com.br