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ESTAR CHATO É DIFERENTE DE SER CHATO

 

(por Antônio Carlos Rodrigues)

 

A diferença é imensa. Penso que todos podemos e temos até o direito de (de vez em quando) ‘estarmos’ chatos. Afinal, tem certos dias e situações que são mesmo difíceis e passa a ser natural deixarmos transparecer um pouco da nossa eventual “zanga” ou chateação com alguém ou alguma situação. Mas, é importante fazer a distinção entre aqueles que estão aborrecidos e chatos em função de um fato isolado, daqueles que são chatos permanentemente, sem motivo algum. Tenho certeza de que o caro leitor conhece alguém que dá a impressão de já acordar aborrecido. As pessoas tidas como chatas e/ou difíceis, não têm apenas o seu dia difícil. Conscientes ou não, elas conseguem tornar o dia-a-dia das pessoas a sua volta também difícil. Talvez por isso as pessoas chatas sejam tão discriminadas e principalmente evitadas. São verdadeiras campeãs dos cochichos e comentários disfarçados. Quem já não ouviu (ou disse) a frase: “Chiii... Disfarça, lá vem aquele chato...” 
Estão em todo lugar. Afinal o fenômeno independe de idade, sexo, raça, nível intelectual, condição financeira ou religiosa. Tem até mesmo aqueles que são chatos “só para contrariar”. Afinal para o chato (permanente) o que menos interessa é o motivo para chatear. Existem diversas “categorias” de chato. Vou citar apenas algumas: 
Chato Rabugento: Implica com tudo e todos. Nem ele se agüenta. Sempre procura um motivo para “pegar no pé” de quem quer que seja. Solução: Discutir o mínimo e se possível não discutir. 
Chato “Reclamão”: Aquele que só reclama. Quando você encontra com ele e pergunta: “Como vai tudo bem?” Isso já é motivo para que ele fale uma eternidade sobre sua vida. Solução: Ao cumprimenta-lo, procure ser breve e comente sobre seu ‘compromisso’. 
Chato Vítima: Tem mania de perseguição e tudo só acontece com ele. Sempre está ‘coincidentemente’ próximo dos problemas, mas nunca tem ‘nada a ver’ com o ocorrido. É dissimulado e insiste em se isentar. Solução: fale o mínimo possível e procure evitar a discussão que só prolonga o papo (as vezes carregado).
Chato Tagarela: Fala demais e tem pouco a dizer. Só para de falar para respirar ou para perguntar: “O que você acha?”. E antes mesmo de ouvir a resposta ele já continua em seu monólogo. Solução: faça-o ‘sutilmente’ retornar ao tema. São craques em se deixar escapar do tema contando várias sub-histórias que não tem nada a ver com o assunto original. Se necessário peça desculpas e interrompa.
Chato Exibido: Investe um tempo imenso em se exibir contando vantagens dos seus feitos. Acha-se muito especial e é tipicamente arrogante. Pode ficar um tempão conversando com você num coquetel e nem lhe cumprimentar no outro dia. Solução: Não dar-lhe 'tanta' importância e trata-lo com naturalidade sem valoriza-lo (ele já se basta). 
Chato Fofoqueiro: Cuidado! Este tipo de chato adora falar da vida alheia. Fala de assuntos indiscretos e pede sua opinião. Depois sai dizendo o que "você" achou, como se você tivesse dito. Um perigo! Solução: Demonstre ser “vacinado” e ser claramente contra este tipo de comportamento. Prefira (se conseguir) nem ouvir o que ele tem a dizer e não externe ou repasse sua opinião. 
Chato Intrometido: Nunca colabora, nem participa. Mas, adora dar sua opinião (mesmo sem ser solicitada), principalmente numa reunião. Solução: Envolva-o na discussão e sempre que ele quiser se auto promover desmerecendo seu trabalho, pergunte como exatamente ele faria melhor. Peça uma explicação detalhada. 
Agora, uma característica comum aos chatos (permanentes), é o fato de que eles são incapazes de usar a empatia como forma de serem menos (ou nenhum pouco) chatos. A sensibilidade, termômetro comum à maioria das pessoas, não funciona com pessoas de temperamento difícil e que costumam considerar tudo um problema. Quando conseguimos ao menos aprender como lidar com pessoas assim, já teremos dado um grande passo. Pense nisso e tenha uma boa semana !

Fonte: Site Marketing Pessoal: http://www.marketingpessoal.com.br

 

 

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