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Imagem Profissional

 

 

OBSERVANDO A SI PRÓPRIO E AO MUNDO QUE HÁ AO SEU REDOR 

 

A visão preponderante daqueles que trabalham com essa ferramenta reduz-se a dois itens recorrentes: (1)a imagem - profissional ou pessoal - deve ser a genuína expressão do que a pessoa é, e não um pacote de truques elaborados para enganar alguém que se está tentando impressionar; (2) essa expressão deve ser adequada à situação, ao ambiente ou à cultura em que a pessoa está envolvida.

 

O primeiro item supõe que você saber quem de fato é e como se expressar de forma acurada e verdadeira. Em outras palavras, supõe que você tem uma idéia muito clara do que pensa, do que sente, do que quer e do que valoriza; que você saber quais as mensagens que envia para o mundo. O segundo item parte de outro pressuposto - que você saber o que se espera em seu local de trabalho ou em qualquer outro lugar, e que você é capaz de se adaptar a ele sem fazer esforço.

 

Se você pode dizer: “Sim, é verdade. Sei tudo isso”, provavelmente não precisa deste livro. Infelizmente, a maior parte das pessoas não poderia dizer a mesma coisa. Apesar de querermos acreditar que nos conhecemos muito bem, freqüentemente nos surpreendemos ao descobrir que, na verdade, não sabemos nada a nosso respeito. Além disso, algumas vezes nos chocamos ao perceber como os outros recebem nossas mensagens, que talvez não quisermos enviar. Pense por um instante nas vezes em que alguém lhe disse: “Você parece muito zangando. Eu disse algo que o ofendeu?” E você responder, surpreso: “Zangado? De onde você tirou essa idéia? Não estou zangado”.

 

A verdade é que você estava zangado, e demonstrava isso. Mandou uma mensagem muito clara que dizia: “Estou furioso com você!” Mas por alguma razão você não tinha consciência dos próprios sentimentos ou de como eles eram óbvios para o outro. Os psicólogos têm um termo para isso: incongruência. Isso quer dizer não estar em contato com os próprios sentimentos, mas comunica-los com a expressão do rosto e do corpo. De certo modo, você é honesto com o outro, ms desonesto consigo mesmo.

 

Se algo semelhante já aconteceu com você, duas coisas ocorriam: (1) naquele instante, você não se conhecia muito bem; e (2) você não tinha a menor idéia das mensagens que estava enviando.

 

Vejamos a outra possibilidade - que você entende as expectativas do ambiente em que opera. Se você já se sentiu como um peixe fora d’água semanas a fio em um novo emprego, se já foi preterido numa promoção que esperava receber, se já foi a uma reunião social e perceber que se vestia de modo completamente inadequado para a ocasião, você tem alguma idéia do que é entender mal as informações que os outros nos dão.

 

Poucos de nós nos conhecemos ou temos contato com os próprios sentimentos o tempo todo; ou enviamos mensagens congruentes desses sentimentos sistematicamente; ou entendemos todas as situações em que nos envolvemos; ou agimos, falamos ou nos vestimos como deveríamos.

 

Não andamos vendados. Se somos saudáveis, sabemos o que somos e o que os outros esperam de nós - ms não tão bem quanto acreditamos saber. Muitos de nós poderíamos vir a nos conhecer melhor. Poderíamos também melhor nosso poder de observação e nossa capacidade de tirar conclusão corretas daquilo que observamos. Se fizéssemos isso, estaríamos mais bem equipados para projetar as imagens que queremos - aquelas que são a expressão verdadeira de nós mesmos e a apropriadas ao ambiente em que operamos.

 

Fonte: Cuide Bem de sua Imagem Profissional, Bobbi Linkemer, Editora Nobel.

 

 

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