|
Cada um na sua
Profissionais adaptam o estilo do guarda-roupa ao negócio.
Aprenda com eles.
A primeira impressão é a que fica. "E você jamais terá uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão", diz Ivana Villa-Lobos, presidente no Brasil da House of Color, consultoria inglesa de cores e estilos que está há 16 anos no mercado. Parece cruel? E é mesmo - mas é a mais pura realidade, principalmente no mundo corporativo. Não adianta vir com aquele papo de que você é competente e que as pessoas irão notar isso, independente de sua roupa. Pode ser que os outros levem muito tempo para perceber o seu talento ou, pior ainda, nem o notem. Agora, imagine como seria seu caminho para o sucesso se toda essa competência viesse embrulhada em uma linda embalagem. "Um estudo do psicólogo Albert Mehrabian dia que a comunicação não verbal tem 55% de responsabilidade no que os outros pensam a seu respeito", diz Llana Berenholc, consultora e imagem do Senac/SP. Portanto, siga o exemplo dos profissionais abaixo e faça o visual trabalhar a seu favor.
Informal mas nem tanto
André Liberali, 35 anos, é gerente de vendas da Exxon Química e viaja muito a trabalho. O nordeste brasileiro é um destino certo em seu roteiro de viagens profissionais. "Sempre usei gravata, mas me sentia um peixe fora d'água quando ia para lá", conta. Llana propôs par ele um visual mais informal, mas sem esquecer que suas viagens são a trabalho. Sinto-me mais seguro e não sofro para fazer a mala", diz Liberali.
Paletó só de vez em quando
Odair Busoli Filho, 32 anos, trabalhava em uma empresa superconservadora e usava terno e gravata todos os dias. Agora ele é diretor de operações do Netmarinha, um porta de notícias sobre transportes e comércio exterior. "Trabalho em um ambiente mais informal, e queria usar roupas assim também", diz. Llana aconselhou Busoli a adotar um visual que ela chama de casual chique, sem perder de vista a boa qualidade de suas roupas. "Seu estilo é mais para o clássico, e lê não podia esquecer esse referencial sob pena de parecer deselegante", explica Llana. Paletó, agora, só em ocasiões especiais. No dia-a-dia Busoli usa gravatas coloridas ou vai trabalhar sem elas.
Mais cor - menos preto
Foi exatamente isso que Llana recomendou a empresária Ana Cláudia Bravo, 29 anos, dona da grife de biquínis Ana Brasil. "Ana Cláudia usa muita roupa preta, um tom que dava a ela um ar de poder e autoridade que, de certa forma, afastava as pessoas e não combinava com os biquínis supercoloridos da sua grife", diz Llana. A consultora de imagem propôs uma mudança em etapas. Primeiro, Ana deveria usar acessórios coloridos - e, a partir dia, ir colorindo gradativamente seu visual à medida que fosse se sentindo à vontade com a transformação. "Todo mundo notou a mudança, e é engraçado como as cores tiveram uma influência positiva no meu estado de espírito", diz Ana Cláudia.
Fashion na medida certa
A publicitária Maria Amorim, 26 anos, é executiva de conta de uma conhecida agência de publicidade. "Sempre me vesti de um jeito muito despojado, mas achava meu visual esportivo demais para, por exemplo, visitar um cliente", diz. Deixar a publicitária com um ar mais sério, mas ser perder a jovialidade, foi a tarefa da consultora de imagem Christiana Francini. "Agora a aparência de Maria condiz com sua capacidade profissional", afirma Christiana. Maria conta que não fica mais tão indecisa na hora de escolher o que vestir para trabalhar e que o novo estilo a está ajudando a vender melhor o seu peixe. "As roupas novas têm a minha cara", diz.
Guarda-roupa de dono de empresa
O empresário Ronaldo Maganini, 41 anos, é presidente e dono da Trat Dent, uma empresa do interior de São Paulo especializada em planos de assistência odontológica. Quem escolhia e comprava suas roupas era a mulher, Solange, loura de olhos azuis (ele é moreno e tem olhos castanhos). O resultado é que sobravam peças em tons de marrom, que não valolrizavam o tipo de Maganini. "Ele não parecia um dono de empresa", diz Llana. Depois da consultoria, o empresário diz que se sente outro e que, agora, faz questão de compras suas próprias roupas. "Além disso, no médio prazo, essa história significa uma boa economia de dinheiro, porque você sabe exatamente em que peças investir", diz. O que não acontecia antes: pelo menos 70% do guarda-roupa de Maganini não combinava com seu estilo e teve de ser substituído por Ilana.
Fonte: Revista Você s.a - Edição 37 - Ano 4 - Julho/2001
|