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ETIQUETA NO TRABALHO
Além da competência e do
foco em resultados, há outra coisa que pode dar um belo empurrão na sua
carreira: boas maneiras.
(por
Letícia Colombini)
(continuação)
Toma
lá, dá cá
Há
uma porção de ocasiões em que você pode oferecer um presente a alguém
com quem trabalha. O gesto pode servir para agradecer a quem lhe fez um
favor, parabenizar um colega pela promoção, reconhecer o bom trabalho de
uma pessoa de sua equipe, etc. Não há normas rígidas na hora de
oferecer regalos. Basta usar o bom e velho bom senso. Evite dar (e
receber) presentes muito caros e vistosos, por exemplo, sob o risco de
parecer "suborno" ou exibicionismo. Pijamas, lingerie e perfume,
por sua vez, têm conotação romântica e pessoal - algo que
definitivamente não combina com o ambiente de trabalho. Prefira itens
perecíveis, como vinhos e flores. Ingressos para um concerto ou para uma
peça de teatro também são apropriados. Outra prova de discernimento é
resistir ao impulso de presentear o chefe, sobretudo se você for novo na
empresa - ou certamente será visto como bajulador.
Quando
receber um presente, abra-o, agradeça e não deixe de expressar sua
satisfação, mesmo que não esteja nada assim tão satisfeito. Se o mimo
não for entregue pessoalmente, telefone, envie uma nota de agradecimento
ou mesmo um e-mail um ou dois dias depois.
Onde há fumaça...
Sem entrar no mérito do hábito de fumar, que a ciência desaprova, a
etiqueta tem regras estritas para os fumantes. O ponto central é praticar
seu vício sem incomodar as pessoas que o cercam. Ficam proibidas,
portanto, baforadas no elevador, numa sala sem cinzeiros e à mesa,
enquanto os outros estiverem comendo. Num almoço de negócios, se você
fuma e seu convidado não, a solução educada é fazer reserva na área
de não-fumantes. Antes de acender o cigarro, trate de perguntar às
pessoas se elas se importam que você fume. Mas esteja preparado. Caso
alguém diga que sim, você se verá numa situação desagradável. Por
outro lado, as pessoas podem dizer que não se importam por educação - e
ainda assim se sentir incomodadas. A lógica é a mesma para quem costuma
fumar na própria sala. O cheiro impregnado no ar pode ofender seu
visitante. Mas deselegante mesmo é falar com o cigarro entre os lábios e
usar o prato ou um pires como se fosse um cinzeiro, entre outras
barbáries.
Fonte:
Revista VOCÊ s.a. - Edição 43 - Janeiro/2002
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