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UMA QUESTÃO DE COMPORTAMENTO
(por Fábio Violin*)
Quem tem muito a fazer, sempre encontra algum tempo para
realizar mais, porém, quem tem poucas tarefas ou não sabe se organizar
quase nunca cumpre prazos ou apresenta os resultados esperados.
Poucas coisas são maiores ou mais fortes do que a capacidade humana de
moldar o futuro. Cada um a sua maneira carrega em si as condições
necessárias para estar realizando praticamente qualquer coisa a que se
disponha.
Mas o que se percebe é que muitos desejam e poucos agem.
Porém, há quem atribua às circunstâncias os resultados obtidos e quando
algo não acontece ou dá errado, há a tendência de tercerizar a culpa: o
governo, a empresa, o cliente, o colega são culpados, alguém precisar
ser responsabilizado por não atingirmos nossos objetivos.
Assim, algo parece ser uma constante: se você precisa que algo seja
feito, atribua a responsabilidade a alguém que já tem muita coisa a
fazer.
Quem tem muito a fazer, sempre encontra algum tempo para realizar mais,
porém, quem tem poucas tarefas ou não sabe se organizar quase nunca
cumpre prazos ou apresenta os resultados esperados.
Culpar as circunstanciais é muito cômodo.
O mundo esta recheado de histórias de pessoas que não tinham nem as
situações ou circunstâncias ideais para prosseguir, no entanto, não
sentaram a beira do caminho e se lamentaram. Estas pessoas ainda são,
hoje lembradas por terem criado as circunstâncias de que necessitavam.
Acompanho diverso profissionais no dia-a-dia e noto que muitos deles
desperdiçam um tempo precioso de forma absolutamente banal. Por
preguiça, falta de costume, medo, ansiedade, comodidade ou
desconhecimento levam muito tempo para realizar algo, e geralmente
quando conseguem o efeito ou os resultados são diluídos, pois perderam,
digamos o “pulo do gato”, perderam o momento certo de fazer acontecer.
Não acredite em milagres (em se tratando de fatos profissionais e
empresariais) ou soluções miraculosas. O que existe é visão de negócio,
não importando o cargo que se ocupe ou a quantos anos se esta na empresa
ou no cargo.
Na realidade, o que existe é talvez a falta desta visão. Muitos se
acostumam com a rotina e a corredia do dia-a-dia e com o tempo deixam de
perceber o real significado das tarefas e dos objetivos. Ficam
absorvidos de tal maneira que esquecem o que realmente é importante, não
conseguem ou se dispõem a avaliar o quanto progrediu, qual deveria ser o
próximo passo.
Um segundo ponto é a falta de ação, que aliada a falta de visão explica
muito do insucesso de diversas empresas e profissionais. Muitos desejos,
muitas bravatas, muita expectativa, porém poucos atos no sentido de
concretizar o que se quer.
É importante lembrar que nosso corpo e mente conspiram a nosso favor,
quando entendemos sua força, seu poder de alcançar, porém, sem
prioridades definidas as coisas simplesmente não acontecem, ou acontecem
sem rumo, sem direção.
Assim, a cada um cabe desfrutar dos espinhos ou dos louros, frutos da
obra de cada um. Você deve ter visto pessoas realizadas aos 30 anos e
outros que com 55 ainda não encontraram seu caminho e vice-versa. Defina
suas prioridades pessoais e profissionais, e faça que o ambiente
conspire a seu favor.
Segundo Stevenson "Não peço riquezas nem esperanças, nem amor, nem um
amigo que me compreenda. Tudo o que eu peço é um céu sobre mim e um
caminho a meus pés”.
* Fábio Violin - Mestre em Estratégias e
Organizações -UFPR; professor Universitário, palestrante e consultor
de empresas; colaborador ou colunista em mais de 180 sites no Brasil
e exterior; e-mail: flviolin@yahoo.com.br
e
flviolin@hotmail.com.
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