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É
POSSÍVEL SER FELIZ?
(por
Antônio Rpoberto Soares)
O
maior desejo do homem é ser feliz. Tudo o que fazemos, de maneira
consciente ou não, tem por objetivo nos garantir um estado de
plenitude e satisfação, tranqüilidade e relaxamento. Nem sempre
conseguimos, mas esta é, por natureza, a orientação fundamental
de qualquer pessoa.
Daí o interesse despertado pelo tema em todas as épocas, mas
especialmente hoje quando se estudam os fundamentos científicos da
felicidade. A capacidade de ser feliz, em primeiro plano, está
diretamente ligada às necessidades psicológicas básicas do ser
humano. Quais são elas?
Auto-estima
Reconhecer
o próprio valor enquanto pessoa é base para o contentamento.
Pessoas que se recriminam constantemente, que não se aceitam
incondicionalmente, que são muito exigentes consigo mesmas,
perfeccionistas, criam sempre uma sensação de insatisfação e
tendem à tristeza Autonomia - Cada um de nós é único e,
portanto, um indivíduo singular. Assumir esta individualidade,
pensando por si próprio, responsabilizando-se pelas próprias
escolhas e assenhorando-se da própria vida é condição para a
harmonia interior. Uma pedra é sempre pedra. O animal nasce animal.
O homem vai se tornando "pessoa " no decorrer da vida ao
se preparar para ter autonomia e liberdade. Pessoas submissas, muito
dependentes da opinião alheia, com necessidade intensa de aprovação
externa, gastam suas energias tentando controlar o mundo e as
pessoas, o que as faz infelizes.
Objetivos de vida
Uma
saudável perspectiva de futuro através dos sonhos e propósitos têm
o poder de energizar a nossa vida. Os objetivos, sejam eles
materiais, sociais, afetivos, religiosos, profissionais (ou outros),
são uma forte referência para o caminhar. Só não vale
transformar os objetivos numa camisa de força porque aí eles
deixam de ser vitalizantes e começam a nos torturar.
Aproximação com as pessoas
A
base da felicidade são os nossos relacionamentos. Ainda que o
isolamento, o estar só, de vez em quando, e a introspecção sejam
também uma necessidade psicológica, a intimidade com as outras
pessoas e a proximidade física e emocional são a principal carência
humana. Desenvolver relações saudáveis, lúdicas, amorosas, sejam
elas afetivo-sexuais, de amizade ou sociais, constitui peça nuclear
no caminho da felicidade. Se estamos infelizes, com certeza, temos
de reformular nossos relacionamentos.
Em segundo plano, a competência em ser feliz depende da forma de
perceber o mundo e lidar com ele. Minha experiência em
comportamento tem demonstrado que as pessoas felizes têm alguns
pontos em comum: têm maior resistência às frustrações; lidam
melhor com as perdas, os fracassos e os erros; dão um grande valor
à alegria e à espontaneidade; desenvolveram uma capacidade
emocional de lidar com os próprios sentimentos, aceitando-os,
expressando-os e elaborando-os; consideram a culpa e as preocupações
como sentimentos inúteis e se esforçam para minimizá-los no dia a
dia; dedicam-se a exercícios físicos e outras atividades de
relaxamento, porque sabem que estar feliz é, sobretudo, ter o corpo
sem tensões, em paz; dão valor às pequenas coisas do dia-a-dia.
Aquela idéia de que a fama, o poder, o dinheiro, a beleza nos fazem
felizes contrasta com pesquisas que nos mostram a importância de
pequenas coisas na estruturação do nosso bem estar; não se opõem
à realidade por mais dolorosa ou difícil que ela seja. Pelo contrário,
não lutam com a realidade, mas procuram transformá-la ou se
adaptar à ela.
Fonte:
Site de Antônio Roberto Soares- http://www.antonioroberto.com.br
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