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Comportamento

 

 

COMO CRIAR UMA BOA IMPRESSÃO

 

A maneira de nos aproximarmos de outra pessoa, nossas primeiras palavras e ações, é o que quase sempre marca a "tonalidade" de todo o encontro. Se você começa a conversar com uma pessoa fazendo palhaçadas, é muito difícil dar outro tom ao encontro. Simplesmente o encontro não será levado a sério. 

Todo mundo está esperando que você diga o que fazer. Você pode controlar as ações e atitudes de outra pessoa de forma surpreendente se lembrar de iniciar a conversa com a mesma tonalidade com que deseja que termine. Se quiser que seja negócios, inicie a conversa num tom sério. Se quiser que seja informal, comece num tom informal.

Lembre-se a outra pessoa se comportará à altura das circunstâncias. Ela representará seu papel no cenário que você tiver montado. Se você quiser ficar na defensiva durante toda a entrevista, não comece desculpando-se. Um vendedor que trabalha de porta em porta, toca a campainha de uma casa e quando a dona abre diz "Não gostaria de incomodar a senhora" ou "Não lhe roubaria muito tempo" e sem se dar conta está dominando a atitude da dona de casa. Está montando um cenário onde somente ela pode representar o papel de uma pessoa que está sendo molestada e de quem estão roubando o tempo.

Uma pessoa tímida vai para um restaurante muito luxuoso e pedindo desculpas diz ao maítre: "Perdão, mas não fiz reserva de lugares. Suponho que não será possível conseguir uma mesa perto do espetáculo que está sendo apresentado." Sem se dar conta, está montado o cenário no qual o maítre terá de agir. "Claro que o senhor não pode esperar que lhe demos uma mesa central se não se preocupou em fazer uma reserva". diz o maítre e lhe mostra uma mesa num canto separado. 

Você deve ter ouvido no rádio, na televisão ou em algum filme as palavras "luzes, câmera, ação". Quando se pronunciam estas palavras, começa a ação. As câmeras começam a rodas e os atores entram em cena. Mas os atores não estão atuando de uma mentira vacilante. Representam papéis que lhes foram atribuídos. Atuam de acordo com uma disposição predeterminada. E a cena que representa, é a cena que se encaixa dentro da montagem.

Percebendo ou não , cada vez que você se relaciona com uma outra pessoa, está montando um cenário. Se monta um cenário para uma comédia, não espere que a outra pessoa represente um drama. Se preparar um cenário para uma tragédia, não espere que ela se mostre feliz. 

Não se esqueça que suas primeiras palavras, ações e atitudes, invariavelmente dão a tônica. Você alguma vez ter ouvido alguém dizer: "Simplesmente não foi possível chegar a um acordo. Sem saber por que, escolhemos um caminho errado." "Simplesmente não deu resultado", é o que dizemos de uma reunião que não saiu como queríamos. Quando isso acontece, quase sempre se deve ao fato de que começamos com um tom equivocado. Tocamos um pequeno acorde de entrada e logo nos perguntamos porque a música que se seguiu foi tão triste. 

As outras pessoas aceitam você assim como você se valoriza. Você mesmo, antes de qualquer outra pessoa, é o maior responsável pela forma que os demais o aceitam. Muitas pessoas se preocupam com aquilo que os outros pensam dela. Mas são poucos aqueles que percebem que todo mundo forma sua opinião sobre as pessoas baseadas, antes de qualquer coisa, na opinião que elas fazem de si mesmas. Isso também se apóia numa lei da psicologia que é tão certa quanto a lei da gravidade. 

Emerson certa vez disse: 'A máxima digna de aceitação universal é que cada um merece o que em seu próprio foro se adjudica. Tome o lugar e atitude que lhe pertencem e todos vão reconhecer. O mundo há de ser justo. Com profunda indiferença deixe cada qual taxar seu valor. Não se intrometa, seja um herói ou um mentecapto. Certamente aceitará a media que você fixar de seu fazer e seu ser, nem que se esconda ou negue seu próprio nome, nem que veja sua obra projetada à côncava esfera dos céus, ao par com a revolução das estrelas."

Se você não é aceito como gostaria de ser, talvez deva culpar-se a si mesmo. Aja como se fosse um pobre diabo e o mundo o verá com um. Proceda como se fosse uma pessoa importante e o mundo não terá alternativo senão tratar você como uma pessoa importante. 

Aqui cabe uma palavra de advertência. Muitos acreditam que estão mostrando ao mundo a opinião tão elevada que tem de si mesmos comportando-se de uma forma arrogante, dominadora, descortês e vaidosa. Na verdade o que mostram é justamente o contrário. 

Lembre-se: a pessoa que realmente tem um bom conceito de si mesma não é tão ridícula para se dar o trabalho de convencer-se a si mesma de que é uma pessoa importante. As pessoas que presumem e procuram representar o papel de que elas consideram (equivocadamente) ser uma personalidade, agem assim porque sentem necessidade de fingir que são importantes. A razão pela qual necessitam disso é que na realidade são pequenas e insignificantes. Estão constantemente tentando provar para si mesma que na verdade são mais importantes do que se sentem. As "grandes" pessoas realmente nunca agem desse modo. 

Ao contrário, são simples e naturais. Inconscientemente todos nós somos mais espertos do que nos damos conta. Talvez a parte de nossa mente consciente não esteja suficientemente preparada para analisar e olhar através das máscaras que as pessoas usam. Mas nosso subconsciente, este sim, o faz. E ele nos diz que o indivíduo que finge ser importante na realidade não tem um bom conceito de si mesmo e simplesmente é um farsante. 

 

Fonte: Como ter segurança e poder nas relações com as pessoas de Les Giblin - Editora Maltese - texto publicado na Revista Secretária Executiva - Setembro/2000 

 

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