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REINVENTANDO A RODA
Muitas vezes reinventamos a roda e acreditamos estar
fazendo um grande negócio. E a solução. Bom, ela estava bem embaixo do
nosso nariz e só a enxergamos quando já era tarde demais.
Há algum tempo fiquei sabendo de uma história interessante: uma grande
empreiteira nacional estava passando por um sério problema: construir
uma ponte em um lugar no nordeste do país. Nada demais para uma empresa
sólida e com diversos parques de obras operando ao mesmo tempo. Pessoal
capacitado, mão de obra abundante e dinheiro para construir, porém, o
local era complicado e a equipe não tinha experiência ou conhecimento de
algo similar, um caso obviamente atípico.
Os dias foram passando, o prazo se esgotando e a solução para a
construção da tal ponte não aparecia.
Os responsáveis estavam trabalhando dia e noite, madrugada afora com o
intuito de descobrir como realizar a obra, afinal a multa seria absurda
pelo não cumprimento do prazo estabelecido.
Com o prazo praticamente esgotado para o início das obras um dos
engenheiros conseguiu encontrar uma solução razoável, ficaria mais caro
para a empresa (65% a mais no custo final), no entanto seria evitada a
tal multa.
E a ponte enfim pode ser construída.
No final do ano na confraternização da empresa, em uma roda de amigos o
tal engenheiro contava o ocorrido e para sua surpresa ouviu do
engenheiro chefe de outra equipe que eles haviam passado por uma
situação absolutamente semelhante dois anos antes.
Reinventaram a roda
Um simples telefonema, um e-mail, um pedido de socorro teriam poupado
tempo, esforço, desgaste e muito, mas muito dinheiro mesmo.
Na maioria do nosso tempo “reinventamos a roda” por orgulho, vergonha de
pedir ajuda, senso de auto-suficiência, ignorância ou mesmo
inexperiência.
Temos que aprender a fazer benchmarking, ou seja, precisamos abrir nossa
visão de negócios e olhar o mundo fora das fronteiras do nosso
dia-a-dia, dos nossos concorrentes habituais, fora do nosso pequeno
mundo e das soluções prontas e imutáveis. As vezes parecemos o pequeno
príncipe em seu pequeno planeta, a diferença é que ele saia para visitar
outros “mundos” e nós muitas vezes não.
Para citar um exemplo do cotidiano: O McDonald’s, uma empresa imensa
instalada em vários países. O Lanche do Zé instalado ao lado de uma das
unidades do gigante. O Zé – concorrente e proprietário da gigante - não
se dá ao trabalho de ao menos copiar os preceitos básicos de gestão do
McDonald’s e não se esta falando em investimentos em maquinário ou
estrutura e sim na forma de atender, na aplicação de um programa 5’s
entre outras ferramentas básicas, vistas a olhos nus.
O que se vê é o Zé reclamando que o Mc o está engolindo, mas não se vê o
Zé utilizando a experiência disponível ao lado, bem embaixo do seu
nariz.
Segundo o Comandante Rolim, em um de seus “mandamentos” Quem não tem
inteligência para criar, tem que ter coragem para copiar.
Existem desafios que exigem que sejamos criativos, que tiraremos
soluções da cartola, contornemos de forma impar uma situação, porém
antes de buscar soluções complexas comece pensando nas idéias mais
simples, pois inventar a roda e descobrir que alguém já o fez antes é no
mínimo constrangedor.
Fonte: Site Top Vendas:
www.topvendas.com.br
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