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Trabalhar às vezes é trabalhoso
(por Antônio de Pádua B. Braga*)
Quem nunca ouviu frases como estas vindas de muita gente
ao sair para o trabalho? “Vou para mais um dia de sacrifício”; “quando
penso que hoje ainda é segunda-feira...”; “vou à luta para enfrentar a
fera do meu chefe!”; “hoje é dia de visitar aquele cliente chato” etc.
Quando isso acontece é porque alguma coisa está errada. Ou o
profissional não gosta do que faz, ou está desmotivado com a
empresa/chefe, ou não gosta de trabalhar. Mas, o certo é que está indo
mesmo para um sacrifício. Ora, o trabalho para ser saudável deverá antes
de tudo ser uma fonte de prazer e renda. Pois de nada adianta a pessoa
ficar fazendo eternamente aquilo que não gosta, mesmo que seja em troca
de um salário. É pura ilusão. Tem que haver coragem para se partir para
a realidade em busca da felicidade, mudando-se inclusive de emprego, se
necessário.
Por outro lado, muita gente almeja o sucesso, mas em troca de pouco
trabalho. São aquelas pessoas que se escoram nas outras, a fim de que o
seu “trabalho” apareça em detrimento ao dos colegas/subordinados. Estão
sempre se aproveitando das idéias da equipe, com uma falsa imagem,
vendendo aquilo que não lhes pertence. Entretanto, como a mentira tem
pernas curtas, essa situação não perdura. Pois, como diz o ditado
popular “pode-se enganar muitas pessoas por pouco tempo, mas a todos por
todo tempo é bem mais difícil”. Mesmo assim, infelizmente, as empresas
estão cheias desses enganadores, que vão se mantendo nos empregos
puxando o saco aqui, puxando ali, detonando um aqui, detonando outro
ali, até que a realidade venha à tona.
O sucesso ou insucesso profissional está condicionado a alguns fatores,
que não são percebidos facilmente pelas pessoas, tanto que continuam
insistindo no erro. E a conclusão que muitas chegam é de que trabalham
bastante, vestem a camisa da empresa, são sugadas pelo patrão, mas não
são reconhecidas por isso. Será essa a realidade? Vejamos o que acontece
no dia-a-dia de alguns profissionais:
1) Existe aquele profissional que vive em eterna falta de sintonia entre
mente e corpo. Ou seja, o corpo está indo numa direção e a cabeça está
com o pensamento em outro lugar totalmente diferente. São aquelas
pessoas que saem para o trabalho se arrastando, cansadas, desmotivadas,
esquecendo-se até que tem cabeça para pensar e agir. Se é segunda-feira,
já estão contando os dias para o fim de semana e acham que falta uma
eternidade para o sábado. O que se pode esperar da relação desse
profissional com o cliente? E o que a empresa pode esperar dele? Coisa
boa não pode ser.
2) Existe o profissional que está sempre com o pensamento no sucesso,
mas sem esforço físico ou mental. Está sempre à espera de que algo de
bom possa acontecer a seu favor, de que o sucesso cairá do céu a
qualquer momento exatamente no seu colo. Está sempre sonhando, com o
pensamento nas nuvens, esquecendo-se do mais importante - o trabalho.
Não se dá conta de que sucesso sem trabalho é pura ilusão, aliás até
existe sucesso antes do trabalho, mas só no dicionário.
3) Tem também aquele profissional que até é trabalhador, e bastante.
Entretanto, fica no esquecimento de que tem cabeça para pensar,
planejar, colocando no lugar dela o músculo. Com isso trabalha bastante,
sempre executando, despendendo energia desnecessária, quando na
realidade poderia produzir bem mais, com menos esforço físico, se usasse
a mente adequadamente. Um exemplo simples desse tipo, são aqueles
vendedores que colocam várias peças de roupa para o cliente escolher sem
antes identificar a real necessidade. E ainda dizem para o cliente que
esta é sua obrigação, mas, por outro lado, não percebem que ao invés de
agradar estão é tomando tempo e aborrecendo o cliente, pois bom
atendimento significa identificação de necessidade e agilidade na
satisfação.
4) Por último, citamos aquele profissional que faz o uso constante da
mente, portanto com resultados altamente produtivos. É o profissional
que trabalha em cima de um planejamento, que sabe da importância do
esforço físico, mas é consciente de que energia despendida sem
resultados práticos não adianta. É consciente também de que empregador
algum esteja interessado em funcionários trabalhadores, que suam a
camisa, mas que não tragam resultados positivos, que não sejam
produtivos. Para tanto, esse profissional está sempre em busca do
aprendizado, do aprimoramento constante, procurando atingir o nível da
excelência. É empregável e valorizado no mercado.
O profissional desse grupo é diferenciado, razão porque é valorizado.
Ele sempre faz mais e melhor do que os outros. É comprometido com o seu
desempenho, com a empresa e seus clientes. Para tanto, exercita
diariamente a seguinte preparação psicológica: Prometo que, profissional
e pessoalmente, farei sempre MAIS que os outros, MELHOR que outros, com
Atitudes Mentais Positivas e que o SUCESSO seja o meu fiel parceiro.
* Antônio de Pádua B. Braga é consultor da
SAGRA - Consultoria em Vendas.
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