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CARREIRA
Existem empresas que, apesar de bem conceituadas no mercado, possuem muita rotatividade de funcionários. Essas empresas periodicamente demitem grande número de pessoas, e nós que estamos inseridas neste contexto, não sabemos corretamente como nos comportar diante das demissões, já que não sabemos quais os critérios. As empresas, muitas vezes, alegam que o perfil do funcionário não está adequado.
Adriana Fellipelli, nos orienta sobre como enfrentar a alta rotatividade na empresa e nos convida a uma análise:
Primeiro gostaria que você perguntasse a você mesma:
1. Se está angustiada, por que continua no emprego e não pensa numa opção de carreira para você?
2. Por que você só vê carreira dentro dessa organização?
3. Os paredões vêm vindo e por que você quer ficar?
4. Que prêmio quer ganhar?
5. O que espera?
Na psicologia, existe um conceito que é o da balança de equilíbrio do que é positivo e negativo nas relações, e atuar em empresas não deixa de ser uma relação. Quando a balança fica mais no negativo, não tem por que manter a relação. Se respondendo a todos esses questionamentos você perceber que seu quadro é mais negativo do que positivo, tente descobrir o motivo pelo qual ainda pensa em saber como se comportar diante das demissões.
Se você permanece na empresa, talvez a balança ainda não esteja no negativo. E por que não está, vendo esse quadro tão desestimulante? Você tem que ver quais os prós e contras que fazem você suportar essas condições. O que está esperando? Que a faca chegue no seu pescoço?
O que imagino é que talvez você tenha algum vínculo muito forte, ou mesmo bônus, que te seguram nessa empresa, ou até mesmo medos e receios.
Mas independente dos motivos, acho que o que deve fazer o mais rápido possível é um plano de contingência. Pensar no que quer para a sua carreira, ver onde pode se recolocar, quais os passos que deve completar, atualizar o seu currículo, pesquisar outras empresas. Se você for demitida e estiver no mercado, vai ter que fazer alguma coisa. É melhor que já tenha uma idéia do que deseja. Buscar uma recolocação estando empregado é melhor do que esperar ser demitida para procurar algo.
Você tem opções. Não é só a empresa que demite, você também pode sair. Pode procurar alguma colocação que dê prazer, porque viver num ambiente de trabalho como este é muito desgastante. Eu não gostaria.
Seria bom também você analisar a empresa, segundo os seguintes critérios:
1. Qual é o perfil dos funcionários que não servem?
2. Há substituição das pessoas que estão sendo demitidas no paredão?
3. A empresa está diminuindo de tamanho?
4. Para onde a empresa está indo?
Você precisa ver se estão contratando profissionais mais baratos ou se estão enxugando o quadro. Se estão enxugando continuamente o quadro de funcionários, vai sobrar um só no final e você vai esperar para apagar a luz?
Aqui no Brasil, a legislação obriga que as empresas paguem aumento anualmente aos funcionários. Então quem fica com muito tempo de casa é normalmente quem tem os melhores salários. E hoje as empresas têm achado no mercado profissionais muito mais baratos para exercer a mesma função. Organizações que estão passando por alguma dificuldade e precisam reduzir custos costumam demitir os funcionários com muito tempo de casa e contratar profissionais mais jovens com menores salários.
Então coloque suas respostas na balança. Se há mais aspectos positivos, faça um plano de contingência e permaneça. Se há mais pontos negativos, faça um plano de carreira da mesma forma e comece a procurar uma recolocação no mercado.
(Adriana Fellipelli é psicóloga, pós-graduada em Propaganda e Marketing e especializada em Outplacement e programas de Avaliação de Potencial. É sócia-diretora brasileira da empresa multinacional de recursos humanos
RightSaadFellipelli)
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