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O
RISCO DE TRAPACEAR
É
importante que o candidato não minta ou trapaceie nas informações
prestadas no currículo. O candidato que procede desse modo corre o risco
de passar por um enorme vexame ao ser pego falseando a verdade, e por isso
talvez cheque até a ser descartado para a vaga.
O
risco é real para quem mente, não duvide disso. Selecionadores, head
hunters e profissionais de Relações Humanas, geralmente acostumados
a ler e interpretar o conteúdo de currículos de candidatos, desenvolvem
grande habilidade nisso.
Portanto,
mais provável é que consigam captar de imediato cada truque ou
subterfúgio de que os candidatos - muitos dos quais imaginam que jamais
serão descobertos - podem se utilizar na tentativa de burlar a
perspicácia daqueles profissionais, sobrevalorizando sua imagem
profissional.
Nesse
sentido, as trapaças mais conhecidas cometidas em currículos - e que
desde já você deve tratar de evitar - são basicamente de três
tipos:
-
omissão de informação que o candidato julgue depreciativas para sua
carreira profissional;
-
acréscimo de informações inverídicas, com a finalidade de aumentar o
valor de sua carreira; e
-
camuflagem de informações, que recebem redação dúbia ou são
"douradas", para que pareçam mais importante do que realmente
são.
Motivo
de trapaça: a concorrência acirrada.
É
fácil compreender por que muito candidatos usam os expedientes
mencionados anteriormente para trapacear ao elaborar seu currículo:
eles sentem necessidade de tornar o currículo mais atraente aos olhos dos
selecionadores de empresas e dos head-hunters. Mas por que precisam
disso?
Acontece
que um currículo, ao chegar à empresa, seja em resposta a um anúncio
publicado, seja enviado espontaneamente pelo candidato, raramente é
analisado com calma e atenção, como o candidato gostaria. O que
normalmente acontece é bem o contrário disso: o currículo recebe apenas
um breve olhar de alguns segundos, se tanto.
Por
quê? Porque a competição no mercado de trabalho é acirradíssima, e
cada currículo quase sempre está concorrendo com centenas ou milhares de
outros pelo privilégio de ser notado, lido e apreciado. Não se trata de
uma situação fácil para o candidato, que, sabendo disso, tenta tornar
seu currículo mais atraente.
Essa
competição acirrada por vagas tem várias causas. Em primeiro lugar,
houve e continua havendo muitas reestruturações, enxugamentos e cortes
de pessoal na empresas nos últimos anos, reduzindo do número de postos
de trabalho disponíveis. Além disso, o crescimento da economia tem sido
tímido, e não tem produzido novos postos de trabalhadores que ingressam
anualmente no mercado.
Outro
ponto é que a rápida evolução das tecnologias e as mudanças
econômicas no mundo vêm alterando os perfis exigidos dos ocupantes de
cargos e funções, gerenciais e outras; e as qualificações consideradas
importantes e necessárias nos dias de hoje nem sempre são as que foram
mais valorizadas no passado, mesmo recente.
Por
tudo isso, muitos trabalhadores desempregados acreditam que não terão
chances de ser chamados para uma entrevista, a menos que consigam
"inflar" as qualificações profissionais que registram em seus
currículos, valorizando-se e melhorando suas chances de ser
chamado.
Atento
para isso, você não deve arriscar-se falseando informações no
currículo. Como os técnicos da Receita Federal, que conhecem bem as
macetas e maracutaias empregados por contumazes sonegadores, também os
profissionais de Relações Humanas especializadas são hábeis
descobridores de mutretas e enrolações nos currículos.
Fonte:
E Agora, José? de Marco Oliveira - Editora
Senac - SP.
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