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Currículo
garante emprego?
Quem
está acostumado a trabalhar com candidatos a emprego já viu de tudo em
matéria de currículos: freqüentemente nos deparamos com currículos de
aspecto lastimável; e no entanto, examinando seu conteúdo, por vezes é
possível perceber que se trata de bons candidatos, que têm a
experiência e a capacidade profissional necessárias, fatores que um
currículo bem feito certamente conseguiria valorizar e destacar.
É
lamentável que pessoas de tanto tenham a oferecer simplesmente não
saibam produzir um documento que descreva isso acertadamente, ainda mais
considerando-se que já existe tanto know-how disponível sobre o
assunto.
A
maioria das pessoas confia exageradamente em seu currículo, como se fosse
a peça básica para conseguir um emprego. O currículo não tem esse
poder: ele não passa de um instrumento, um meio auxiliar para que o
candidato se apresente ao seu possível futuro empregador.
No
Brasil não dispomos de dados acerca da eficácia de um currículo como
peça capaz de proporcionar emprego. Nos Estados Unidos, todavia, conforme
afirma Richard N. Boles, autor de What color is your parachute?,
apenas 1 em cada 245 currículos é capaz de, por si só, garantir emprego
a um candidato. Portanto, não confie tanto assim em seu currículo. Se
depender apenas dele, você provavelmente não irá muito longe!
Entretanto,
combinado com outros meios (boa apresentação pessoal, indicação de
alguém, experiência profissional apropriada, bom trabalho de contato,
entrevista bem feita, bom desempenho em provas seletivas) o currículo
pode cumprir maravilhosamente bem seu papel... se tiver sido bem
preparado!
O
head-hunter Luiz Carlos Q. Cabrera, sócio da consultoria
Panelli, Mota, Cabrera Internacional (PMC), afirma que, em cargo de nível
executivo, por exemplo, a combinação de um bom currículo e indicações
pessoais apropriadas geralmente é responsável por 70% das
contratações.
Para
o editor, escritor e professor de comunicação empresarial
norte-americano Fred Dickey, pode-se comparar a preparação de um
currículo ao ato de dançar: ninguém precisa ser um Fred Aistare para
ter um desempenho decente; basta não tropeçar!
Em
outras palavras, se o candidato não tem talento natural, talvez tenha de
aprender e dar alguns passos, um tanto mecanicamente no início. Com um
mínimo de eficiência, acabará obtendo um resultado razoável.
É
bom acrescentar , aliás, que quando se procura emprego, o currículo não
é o único tipo de documento a ser produzido. Além dele, é preciso
preparar cartas de apresentação e bilhetes de agradecimento, que
abordaremos em outros capítulos.
Aqui,
veremos alguns aspectos importantes na elaboração de um currículo. Não
se trata, certamente, do único modo de preparar esse documento, mas pode
ser considerado o procedimento mais aceito.
Aspecto
Geral
A
primeira coisa importante é não tomar a preparação do currículo mais
complicada do que precisa ser. Pode-se dizer que um bom currículo tem
quanto atributos: é curto, honesto, legível e persuasivo. Em outras
palavras, o currículo presta, sobre o candidato, informações:
-
necessárias ( e apenas essas);
-
verdadeira;
-
fáceis de entender; e
-
agradáveis de ler.
Seu
currículo deve estar permanentemente atualizado. Esteja sempre pronto a
mudar alguma coisa nele, se notar que precisa de ajustes.
No
entanto, seja conciso. Atualizar o currículo não quer dizer acrescentar
mais e mais dados de cada vez. O ideal é que você sempre mantenha a
extensão de seu currículo dentro de limites bem claros: não menos de
uma e não mais de três.
Fonte:
E Agora, José? de Marco Oliveira - Editora Senac - SP.
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