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OTIMISMO É ARMA CONTRA EXCESSO DE ESTRESSE
(por Ana Maria Rossi*)
Dois meninos são colocados numa sala. Um encontra o
lugar repleto de doces, sorvetes e brinquedos. O outro fica numa
sala coberta de esterco. Depois de algum tempo, alguém entra na sala
e encontra um menino irritado. Ao perguntar-lhe como se sentiu, o
garoto retruca que não tinha gostado, pois os doces o engordavam, o
sorvete derreteria e os brinquedos eventualmente se quebrariam. Tudo
péssimo. A seguir, entra na sala onde estava o outro menino e o vê
entusiasmado, todo sujo de esterco, correndo de um lado para o
outro. Com os olhinhos brilhando, grita: “puxa, com tanto esterco
tem que haver um cavalo escondido em algum lugar.”
Esta história nos mostra que, para todos os efeitos, é melhor olhar
o mundo pelo lado mais positivo. Pequenas ilusões tornam a vida mais
agradável. E em contrapartida, pessoas pessimistas têm maior risco
de desenvolver depressão e outras doenças, como câncer e problemas
cardiovasculares. No dia a dia, elas também são menos produtivas.
Pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia (EUA), com 120
homens que haviam tido um infarto, mostrou, após oito anos, que 80%
daqueles que eram pessimistas morriam de um segundo ataque cardíaco,
contra 33% dos otimistas.
Além de ser extremamente mais agradável trabalhar com alguém que
encara a vida de maneira positiva, isso faz um tremendo bem para a
saúde. O pessimista é aquele que passa a maior parte do dia, dentro
ou fora do escritório, lamentando sobre a falta de tempo, de
dinheiro, do desemprego, do excesso de tarefas, do chefe. E quando
está realizando um trabalho em equipe, sempre dá o voto de que nada
vai dar certo. É por isso que os pessimistas têm menor
produtividade.
Claro que não é fácil dar a volta por cima do pessimismo crônico.
Mas não custa tentar. Primeiro, em vez de praguejar sobre os eventos
negativos, avalie a situação, racionalize os fatos e reestruture o
pensamento irracional de maneira positiva. Aprenda a modificar
atitudes autodestrutivas. Que tal começar a riscar do seu
vocabulário palavras como “nunca” e “sempre”? Comece a imaginar as
situações de maneira positiva. Se o relatório está complicado, que
tal, ao invés de pensar “isso nunca vai dar certo” ou “por que eu
sempre tenho que fazer este trabalho chato?”; substituir por
pensamentos mais positivos, como “preciso me concentrar para que
isso dê certo”.
As mudanças no dia-a-dia não acontecem por meio de grandes atitudes.
Elas têm início, primeiro, dentro de cada um de nós: do pensamento,
da ação interna para, então, a mudança do hábito. É assim que as
coisas acontecem. A rotina de trabalho para quem deixa o pessimismo
de lado fica muito mais leve, fácil e prática. Quem sai ganhando com
isso é você e, claro, sua saúde.
* Ana Maria Rossi, Ph.D, é presidente da
ISMA-BR, International Stress Management Association, Doutora em
psicologia clínica e comunicação verbal, Mestre em Comunicação de
Massas e Mestre em Psicologia, e representante no Brasil do National
Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH). Mais
informações no site
www.ismabrasil.com.br
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Fonte: Jornal
Carreira e Sucesso.
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